sexta-feira, 31 de maio de 2013

Avivamentos Biblicos: Monte Carmelo e Pentecostes.

No Antigo Testamento nós temos a história do profeta Elias enfrentando a nação de Israel, seu rei Acabe e o seu deus falso, Baal, no Monte Carmelo. Esse evento é exemplo de um forte avivamento que, num só dia, levou uma nação desviada a voltar para Deus.
Acabe convocou então todo o Israel e reuniu os profetas no monte Carmelo. Elias dirigiu-se ao povo e disse: "Até quando vocês vão oscilar para um lado e para o outro? Se o SENHOR é Deus, sigam-no; mas, se Baal é Deus, sigam-no".
O povo, porém, nada respondeu.
Disse então Elias: "Eu sou o único que restou dos profetas dos SENHOR, mas Baal tem quatrocentros e cinqüenta profetas. Tragam dois novilhos. Escolham eles um, cortem-no em pedaços e o ponham sobre a lenha, mas não acendam fogo. Eu prepararei o outro novilho e o colocarei sobre a lenha, e também não acenderei fogo nela. Então vocês invocarão o nome de seu deus, e eu invocarei o nome do SENHOR. O deus que responder por meio do fogo, esse é Deus".
Então todo o povo disse: "O que você disse é bom".
Elias disse aos profetas de Baal: "Escolham um dos novilhos e preparem-no primeiro, visto que vocês são tantos. Clamem pelo nome do seu deus, mas não acendam o fogo." Então pegaram o novilho que lhes foi dado e prepararam. E clamaram pelo nome de Baal desde a manhã até o meio-dia. "O Baal, responde-nos", gritavam. E dançavam em volta do altar que haviam feito. Mas não houve nenhuma resposta: ninguém respondeu.
Ao meio-dia Elias começou a zombar deles. "Gritem mais alto!" dizia, "já que ele é um deus. Quem sabe está meditando, ou ocupado, ou viajando. Talvez esteja dormindo e precise ser despertado".
Então passaram a gritar ainda mais alto e ferir-se com espadas e lanças, de acordo com o costume deles, até sangrarem. Passou o meio-dia, e eles continuavam profetizando e em transe até a hora do sacrifício da tarde. Mas não houve resposta alguma; ninguém respondeu, ninguém deu atenção.
Então Elias disse a todo o povo: "Aproximem-se de mim". O povo aproximou-se, e Elias preparou o altar do SENHOR que estava em ruínas. Depois apanhou doze pedras, uma para cada tribo dos descendentes de Jacó, a quem a palavra do SENHOR tinha sido dirigida, dizendo-lhe: "Seu nome será Israel". Com as pedras construiu um altar em honra ao nome do SENHOR e cavou ao redor do altar uma valeta no qual poderiam ser semeadas duas medidas de sementes. Depois arrumou a lenha, cortou o novilho em pedaços e o pôs sobre a lenha.
Então lhes disse: "Encham de água quatro jarras grandes e derramem-na sobre o holocausto e sobre a lenha".
"Façam-no novamente", disse, e eles o fizeram de novo.
"Façam-no pela terceira vez", ordenou, eles o fizeram pela terceira vez. A água escorria do altar, chegando a encher a valeta.
À hora do sacrifício, o profeta Elias colocou-se à frente do altar e orou: "Ó SENHOR, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, que hoje fique conhecido que tu és Deus em Israel e que sou o teu servo e que fiz todas estas coisas por ordem tua. Responde-me, ó SENHOR, responde-me, para que este povo saiba que tu, ó SENHOR, és Deus, e que fazes o coração deles voltar para ti".
Então o fogo do SENHOR caiu e queimou completamente o holocausto, a lenha, as pedras e o chão, a também secou totalmente a água na valeta.
Quando o povo viu isso, todos caíram prostrados e gritaram: "O SENHOR é Deus! O SENHOR é Deus!"
- 1 Reis 18:20 – 39
O Dia de Pentecoste é um exemplo de avivamento alcançando uma cidade no Novo Testamento. Além de ser um evento escatalógico1, a primeira vez nas escrituras que a frase "os últimos dias" foi utilizada no sentido do presente, quando Pedro explicou que "isto é o que foi predito pelo profeta Joel: nos últimos dias, diz Deus, derramarei do meu Espírito"2, os acontecimentos deste dia também marcaram um grande avivamento que abalou a cidade de Jerusalém.
Então eles voltaram para Jerusalém, vindo do monte chamado das Oliveiras, que fica perto da cidade, cerca de um quilômetro. Quando chegaram, subiram ao aposento onde estavam hospedados. Achavam-se presentes Pedro, João, Tiago e André; Filipe, Tomé, Bartolomeu e Mateus; Tiago, filho de Alfeu, Simão, o zelote, e Judas, filho de Tiago. Todos eles se reuniam sempre em oração, com as mulheres, inclusive Maria, a mãe de Jesus, e com os irmãos dele...
Chegando o dia de Pentecoste3, estavam todos reunidos num só lugar. De repente veio do céu um som, como de um vento muito forte, e encheu toda a casa na qual estavam assentados. E viram o que parecia línguas de fogo, que se separaram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito os capicitava.
Havia em Jerusalém judeus, tementes a Deus, vindos de todas as nações do mundo. Ouvindo-se o som, ajuntou-se uma multidão que ficou perplexa, pois cada um os ouvia falar em sua própria língua. Atônitos e maravilhados, eles perguntavam: "Acaso não são galileus todos estes homens que estão falando? Então, como os ouvimos, cada um de nós, em nossa própria língua materna? Partos, medos e elamitas; habitantes da Mesopatâmia, Judéia e Capadôcia, do Ponto e da província de Ásia, Frígia e Panfília, Egito e das partes da Líbia próximas a Cirene; visitantes vindos de Roma, tanto judeus como convertidos ao judaísmo; cretenses e árabes. Nós os ouvimos declarar as maravilhas de Deus em nossa própria língua!" Atônitos e perplexos, todos perguntavam uns aos outros: "Que significa isto?"
Alguns, todavia, zombavam deles e diziam: "Eles beberam vinho demais".
Então Pedro levantou-se com os Onze e, em alta voz, dirigiu-se à multidão: "Homens da Judéia e todos os que vivem em Jerusalém, deixem-me explicar-lhes isto! Ouçam com atenção; estes homens não estão bêbados, como vocês supôem. Ainda são nove horas de manhã! Ao contrário, isto é o que foi predito pelo profeta Joel: “Nos últimos dias, diz Deus, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os jovens terão visões, os velhos terão sonhos. Sobre os meus servos e as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e eles profetizarão..."
"Portanto, que todo o Israel fique certo disto: Este Jesus, a quem vocês crucificaram, Deus o fez Senhor e Cristo".
Quando ouviram isso, ficaram aflitos em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos outros apóstolos: "Irmãos, que faremos?"
Pedro respondeu: "Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos seus pecados, e receberão o dom do Espírito Santo. Pois a promessa é para vocês, para os seus filhos e para todos os que estão longe, para todos quantos o Senhor, o nosso Deus, chamar".
Com muitas outras palavras os advertia e insistia com eles: "Salvem-se desta geração corrompida!" Os que aceitaram a mensagem foram batizados, e naquele dia houve um acréscimo de cerca de três mil pessoas.
- Atos 1:12–14, 2:1-18, 36-41
O avivamento que começou no dia de Pentecoste continuou e teve um impacto em toda a cidade de Jerusálem.
Vamos resumir algumas similaridades entre estes dois avivamentos:
  • Elias era um homem de oração (1 Reis 18: 36, 42; Tiago 5:17); a igreja primitiva era um povo de oração (Atos 1:14).
  • Elias obedeceu a palavra do SENHOR de enfrentar Acabe (1 Reis 18:1-2), a igreja primitiva obedeceu a palavra do Senhor Jesus de esperar em Jerusalém (Atos 1:4).
  • Elias não teve um "plano B", para ele era "ou confiar em Deus ou morrer" (1 Reis 18:4). A igreja primitiva não tinha outra alternativa a não ser receber a "promessa do Pai" (Atos 1:13-14, 2:1).
  • No Monte Carmelo, o poder de Deus manifestou-se numa forma sobre-natural que convenceu a multidão da realidade de Sua existência e poder (1 Reis 18:38-39). No dia de Pentecoste, as manifestações sobrenaturais do Espírito de Deus chamaram a atenção da multidão (Atos 2:6, 12).
  • Elias pregou uma mensagem de arrependimento ao povo (1 Reis 18:21), bem como o apóstolo Pedro (Atos 2:38).
  • Houve mudança imediata e radical no clima espiritual da nação de Israel (1 Reis 18:39) e da cidade de Jerusalém (Atos 2:47).
  • O avivamento do Monte Carmelo acabou com a seca sobre a nação de Israel que foi um julgamento de Deus (1 Reis 17:1, 18:45). Eu acho provável que o avivamento do dia de Pentecoste adiou por quarenta anos, uma geração, a destruição da cidade de Jerusalém profetizada pelo Senhor Jesus (Mateus 23:37-38, 24:1-2, Lucas 23:28-30), que aconteceu em AD 70.
Eu creio que o verdadeiro avivamento terá todas estas características: a oração, a obediência, o compromisso, manifestações sobrenaturais, o arrependimento, uma mudança nítida no clima espiritual da área do avivamento, e, como consequência do avivamento, o adiamento ou cancelamento dos juizos de Deus sobre a nação, região ou povo.  
Pr Paul David Cull
www.avivamentoja.com

domingo, 7 de abril de 2013

Família, Criação de Deus



http://static.freepik.com/fotos-gratis/familia-vetor-1_48500.jpgA família é a mais importante instituição criada por Deus para a sociedade. Neste trimestre teremos a oportunidade ímpar de tratar de  alguns temas
que são extremamente relevantes para que tenhamos uma vida familiar bem-sucedida. Nesta primeira lição estudaremos a instituição da família no  plano plano divino, bem como a  sua constituição ao longo dos anos. veremos também as consequências da Queda na vida familiar.

I. A FAMÍLIA NO PLANO  DIVINO

1. O propósito de Deus. Deus criou a família com desígnios sublimes. O Criador não fez  o  ser humano  para  viver na  solidão. Quando acabou de formar o homem, o Senhor disse: "Não  é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma adjutora, que esteja como diante dele"  (Gn  2.18). Este  texto bíblico nos mostra o primeiro objetivo de Deus ao criar a família. Fica evidente que a célula mater da sociedade foi criada a partir da necessidade humana  de  ter companhia. O propósito divino era  estabelecer uma instituição  que pudesse propiciar ao  ser humano abrigo e relacionamento. Atualmente temos visto e vivido um tempo de escassez na área dos relacionamentos. Estamos ficando cada vez mais superficiais, frios e distantes uns dos outros. Por se multiplicar a iniquidade o amor está esfriando (Mt 24.12). Por isso precisamos investir em nosso relacionamento familiar. Podemos dizer que o segundo propósito divino para a criação da família foi fazer dela um núcleo pelo qual as bênçãos do Senhor seriam espalhadas sobre toda a Terra (Gn 1.28).
2. Um  lugar de proteção e sustento. Um  Deus perfeito preparou um  lugar excelente para receber a primeira família. O Jardim do  Éden  era  um  local especial de acolhimento, proteção e provisão. Adão e  Eva  tinham tudo de  que precisavam para usufruir de  uma vida saudável e feliz (Gn 1.29). Eles desfrutavam da companhia de Deus e nada lhes faltava. O propósito do Senhor era  que cada família tivesse os recursos suficientes para sua subsistência, pois a escassez e as privações trazem conflitos para as famílias. Porém, com a ajuda do Pai Celeste estes conflitos podem ser sanados, pois o Senhor é o nosso bom Pastor (Sl 23). Deus deseja que cada família tenha a  sua provisão diária (Mt 6.11). E da mesma forma que Adão tinha a responsabilidade de  cuidar do  jardim (Gn 2.8), Deus deu a  você a  responsabilidade de zelar por sua família.
3. A primeira família. Deus formou Adão do  pó  da  terra (Gn 2.7). vendo que o homem não poderia viver sozinho, retirou uma costela de  Adão e  criou Eva,  sua companheira (Gn 2.22). Isto  mostra que diante do  todo-Poderoso homem e mulher são iguais na sua essência. Ambos vieram do  pó  da terra e um dia ao pó tornarão. Após criar a mulher o Senhor ordenou o casamento, estabelecendo então a mais importante instituição de uma sociedade: a família (Gn 2.24).


II. A QUEDA  E AS SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA A FAMÍLIA

1. O ataque do Inimigo. Satanás levou a mulher a desobedecer à voz de  Deus. talvez, de modo suave e envolvente, ele tenha falado: "É assim que disse  Deus: Não  comereis de  toda a árvore do jardim?"  (Gn  3.1). Eva  confirmou a  ordem do   Senhor (Gn  3.2,3), mas cedeu à tentação do  Maligno. Este  a iludiu, seduziu e a fez  cair no  pecado da  desobediência (Gn 3.4,5), e Adão seguiu pelo mesmo caminho. O casal poderia ter recusado a sugestão do Diabo, mas não o fizeram, e depois de  pecarem, caíram na  condenação divina.
Isso nos mostra que a família, desde a sua instituição, foi alvo dos ataques do Inimigo. Satanás fez de tudo para que o propósito de Deus para as famílias fosse destruído. Porém, Deus é soberano e Senhor, e  seus propósitos jamais serão frustrados (Jó 42.2). Da semente da mulher nasceria o Messias, aquEle que esmagaria Satanás (Gn 3.15). O propósito do  Inimigo é matar, roubar e destruir, mas Jesus veio ao mundo para destruir os intentos do Maligno (Jo 10.10).
2. Os resultados da  Queda no relacionamento familiar. Qual   é  a  origem dos males que atacam a família? O pecado. A vida familiar de Adão e Eva era  perfeita, porém o pecado trouxe a disfunção para o  seio da  família. Depois da Queda podemos ver  sentimentos como o medo, a culpa e a vergonha, perturbando a convivência do casal (Gn 3.8-12). O pecado sempre faz o relacionamento familiar adoecer. Há muitos lares doentes, onde a família deixou há muito tempo de ser um  local de acolhimento, proteção e cuidado devido aos pecados não confessados e  não abandonados. Essas transgressões causam culpa e separam as famílias da comunhão com Deus.
3. A vida familiar depois da Queda. O pecado de um  único homem trouxe consequências terríveis para toda a humanidade. Depois da Queda a  vida familiar já  não seria mais a mesma. A mulher teria filhos com muita dor (Gn  3.16) e  o  seu desejo, ou seja, sua vontade estaria submetida à vontade de seu marido. Adão deveria comer agora seu pão diário com dores, pois o trabalho de arar a terra para ter sua subsistência garantida seria bem difícil (Gn 3.17). A terra também foi afetada pelo pecado, produzindo espinhos e cardos (Gn 3.18). A morte física também é uma consequência da transgressão do  homem (Gn 3.19). Deus ama o pecador, mas não tolera o pecado. Como punição pela desobediência, Adão e Eva, foram expulsos do Jardim do Éden (Gn 3.20-24). A vida no  Jardim, antes da  Queda pode ser comparada à  vida eterna que um dia desfrutaremos no céu. tudo era  bom, pois foi  tudo pensado, planejado e criado por um Deus que preza pela excelência. Se tivessem permanecido na obediência, Adão e Eva teriam sido felizes para todo o sempre. todavia,  Jesus Cristo veio ao mundo para resgatar as famílias da maldição do pecado. Cristo se fez pecado por nós, e na cruz levou as nossas iniquidades sobre si (Is 53.4). Isso nos mostra o quanto Deus deseja abençoar nossas famílias.



III. A CONSTITUIÇãO FAMILIAR AO LONGO DOS  SÉCULOS

1. Família patriarcal. O modelo familiar com o  passar dos tempos está sujeito a mudanças. Já tivemos a família patriarcal, monogâmica, consanguínea, etc, todavia isso não altera o valor, a importância da família. A família patriarcal é um exemplo familiar onde é permitido ao  homem ter diversas esposas. Este modelo é visto em todo Antigo testamento, mas não era  o molde determinado  pelo Senhor. Deus o  tolerou, porém esta nunca foi  a sua vontade. No modelo de  família patriarcal o pai  (pater) era  visto como o senhor da casa e da família. As esposas e os filhos não tinham liberdade de escolha, pois a palavra final  era  sempre do patriarca.
2. A  família nuclear (monogâmica). Este  foi o modelo idealizado pelo Senhor: Um homem e  uma mulher, unidos pelo matrimônio. A poligamia vai contra o  princípio divino do  marido e da  esposa ser uma só carne (Gn 2.24; Mt 19.5).
3. A família na atualidade. A família está inserida dentro de um  contexto social, e portanto, sujeita a mudanças. Porém, os princípios divinos para as famílias  são eternos e  imutáveis  (Mt 24.35). Os  inimigos e  desafios enfrentados  pelas  famílias na atualidade são muitos, todavia queremos destacar apenas os espirituais. vejamos os principais inimigos da família na atualidade:
a) A carne. Aqui, referimo-nos à  "carne" como a  natureza carnal que se opõe ao  Espírito Santo e volta-se para tudo o que é contrário à vontade de  Deus. Sabemos que há  uma luta constante entre essas duas naturezas: a carnal e a espiritual. O apóstolo Paulo experimentou tal luta (Rm 7.15-24). Ela é tão intensa, que pode nos fazer pensar que não há como sair vencedor (Rm 7.24). Mas  Deus, em  Cristo Jesus, nos dá  a solução. Ele nos livra  "do pecado e da  morte" (Rm 8.1,2). O apóstolo Paulo nos adverte: "Andai em   Espírito  e  não cumprireis a concupiscência da carne" (Gl 5.16). A família cristã precisa, na direção do  Espírito, combater  a  natureza carnal. Assim, evitará o adultério, os vícios e  todas as mazelas que visam destruí-la.
b) O mundo. Diz-nos o apóstolo do  amor: "Não ameis o mundo,  nem o que no mundo há.  Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele"  (1 Jo 2.15). Quanto a este ponto não há  meio-termo: ou  amamos a Deus ou  amamos o mundo. Não há a mínima possibilidade de servimos a dois senhores (Mt 6.24). Saiba, pois, que existe vitória para quem escolher amar a Deus. E Ele dará vitória à nossa família a partir da  fé que depositarmos nEle (1 Jo 5.4).
c) O Diabo. A Palavra de  Deus nos ensina uma única forma de vencermos o Maligno: "Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" (tg 4.7). Se a família sujeitar-se a Deus e resistir o Diabo, este fugirá, pois o segredo da nossa vitória contra Satanás começa com a  nossa submissão a  Deus, para que depois, sim, possamos resistir ao Diabo. E quando resistirmos ao adversário, não nos esqueçamos de  usar a "armadura de  Deus"  (Ef 6.10-17), em especial, "o escudo da fé", com o qual poderemos "apagar todos os dardos inflamados do maligno" (Ef 6.16). A família cristã precisa verdadeiramente crer naquEle que a  criou e  usar a  sua Palavra para direcionar suas tomadas de decisões e sua vida espiritual.
Nunca a família foi tão desafiada pelas forças do  mal  como hoje. Porém, é na  presença do Senhor que a  familia garantirá a  vitória sobre  os desafios da sociedade atual. Busquemos ao Senhor juntamente com toda a nossa casa.

sexta-feira, 29 de março de 2013

O Pecado Do Rei Davi

                              A vida de Davi como homem comum pode ser dividida em dois momentos: antes e depois de sua tentação e queda. Com certeza, ele não vigiou espiritualmente, como reiteradas vezes nos adverte as Sagradas Escrituras a fazermos. Pode ser que Davi não tenha considerado as consequências que seu ato lhe traria. O adultério com Bate-Seba, o planejamento e a covarde execução de Urias, o esposo, sem dúvida estão entre os acontecimentos mais condenáveis e repulsivos já narrados na história bíblica. Deus, o Senhor de toda a justiça, reprovou o ato de Davi (2 Sm 11.27), todavia, em sua infinita misericórdia, perdoou-lhe quando este demonstrou arrependimento (Sl 51).  

                                         DAVI E A TENTAÇÃO ANTES DO PECADO


1. A realidade da tentação. Ninguém pode negar que a tentação para praticar o mal, o pecado, é uma realidade bem presente em todos nós (Mc 7.21-23; Tg 1.14). Inclusive, um dos nomes do Diabo é "Tentador" (1 Ts 3.5), até a Jesus ele tentou (Mt 4.3). Todos somos tentados de alguma forma. Ninguém está imune à tentação. A tentação em si não é pecado; pecado é ceder-lhe. Todo cristão deve manter-se sempre vigilante neste sentido, pois a tentação, uma vez consumada, sempre produzirá frutos amargos. Davi estava no auge do seu reinado quando tragicamente caiu em pecado, vencido pela sua própria paixão desenfreada. Época de triunfo e realização é também momento de vigilância contra o mal. Davi à essa altura também já era culpado da quebra do mandamento assinalado em Deuteronômio 17.17.
Não sabemos qual era a proximidade que havia entre Bate-Seba e Davi. O fato é que a mulher portava-se indevidamente em local praticamente público e veio a se tornar objeto de cobiça do rei que, desocupado, a avistou banhando-se, desejou-a, mandou que a trouxessem e adulterou com ela. Como se isso não bastasse, Bate-Seba ainda ficou grávida. E é aqui que o desenrolar do restante da tragédia tem início.
2. As fontes da tentação. A Escritura revela três fontes básicas da tentação, que são respectivamente o Diabo, o mundo e a carne. O Diabo é um ser espiritual, "o maligno" (Mt 13.19), que se opõe a Deus e à sua criação; o mundo, como sistema e filosofia de vida, é inimigo dos valores cristãos; e a carne no sentido bíblico é a natureza humana, depravada, decaída e propensa ao pecado (Rm 7.18).
A fim de vencer os desafios das "fontes da tentação" no que diz respeito ao Tentador, a recomendação bíblica é que devemos resisti-lo e assim ele fugirá (Tg 4.7). Quanto aos apelos do mundo, a Palavra nos instrui a que não o amemos (1 Jo 2.15). Em relação à carne, somos advertidos a não somente "viver", mas também a "andar" em Espírito (Gl 5.25).

                                                          DAVI E O SEU PECADO


1. O pecado camuflado. Depois de ter consumado o seu ato pecaminoso, Davi, de várias maneiras e durante um bom tempo, tentou ocultá-lo (2 Sm 11.27). As tentativas foram cada vez mais pecaminosas. Isso sempre acontece com quem tenta esconder seu pecado (Sl 42.7; Nm 32.23). Analisemos as etapas em que o pecado de Davi se avolumou, trazendo mais danos ao seu relacionamento com Deus, à sua consciência, e às pessoas que foram envolvidas nesta trama diabólica:
1) Primeiro Davi ordenou que Urias viesse da guerra para dar-lhe notícias dela, em seguida, ofereceu-lhe um presente e deu-lhe licença para ir a sua própria casa (2 Sm 11.6-8). Tudo era mentira, engano, logro.
2) Em segundo lugar, Davi insistiu que Urias permanecesse em casa, noutras palavras reincidiu no mal (v.10).
3) Em terceira instância, Davi ofereceu um banquete a Urias com vinho embriagante (vv.12,13).
4) Em quarto e último lugar, Davi enviou uma carta real ao comandante Joabe, através de Urias, onde estava contida a sentença de morte do próprio portador (vv.14,15)! Um assassinato covarde de um leal soldado, planejado pelo rei da Nação Escolhida (vv.16,17).
Por meio de tudo isso (e muito mais), Davi estava tentando esconder e incubar o seu pecado. Quando o crente procede dessa forma, o julgamento divino o aguarda, pois "Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará" (Gl 6.7).
2. O pecado descoberto e exposto. Quando Davi achava que, morto o esposo da mulher com quem adulterara, o seu problema estava resolvido, Deus envia o profeta Natã para confrontá-lo (2 Sm 12.1-25). Natã narra a parábola do camponês, que possuía uma única ovelha, e do fazendeiro, que tinha muitas ovelhas. O fazendeiro rico toma a única ovelha do camponês e oferece aos seus visitantes. Ao ouvir tal fato, Davi ficou tão irado e furioso com o fazendeiro - uma característica de quem vive com pecado acobertado - que exige a morte de tal homem e ainda a restituição quatro vezes mais ao camponês (2 Sm 12.5,6).
É comum alguém que pecou e não tratou de forma devida o seu pecado projetar um sentimento de "justiça" e uma falsa santidade perante os outros. Ele exige dos outros aquilo que ele mesmo não fez. Cobra santidade, requer compromisso, exige dedicação, no entanto, nega com a sua prática a eficácia desses valores. Natã, com divina autoridade, declarou que Davi era o tal homem (2 Sm 12.7), e que o rei acabara de promulgar sua própria sentença! Devemos ter cuidado para não projetarmos nossos pecados nos outros, pois eles acabarão se voltando contra nós mesmos.

                                          DAVI E AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO


1. Consequências emocionais. Após pecar, Davi ouviu um dos mais duros julgamentos pronunciados pelo profeta Natã (2 Sm 12.10-14). O julgamento atingia não somente sua vida pessoal, mas também toda a sua existência, incluindo reino e família. Os resultados do pecado de Davi podem ser vistos primeiramente em sua vida sentimental e emocional. Quantas lágrimas Davi derramou? Não há como aferir, entretanto, em Salmos 6.6, temos uma noção: "Já estou cansado do meu gemido; toda noite faço nadar a minha cama; molho o meu leito com as minhas lágrimas". Por certo Davi chorou quando Tamar, sua filha foi violentada (2 Sm 13), e quando seus filhos Amnon e Absalão foram mortos prematuramente  (2 Sm 13.33; 18.14).
2. Consequências espirituais e físicas. Não há dúvida de que os maiores efeitos do pecado de Davi estão na esfera espiritual. O pecado parece doce, inofensivo e natural, no entanto, suas consequências são amargas. Paulo, o apóstolo, adverte em sua primeira carta aos coríntios: "Por causa disso [do pecado], há entre vós muitos fracos e doentes e muitos que dormem" (1 Co 11.30). Em outras palavras, aquilo que é espiritual num primeiro plano, tem consequências físicas num segundo. Os especialistas advertem que há muitas doenças psicossomáticas, isto é, doenças da alma ou de origem psicológica que afetam o corpo físico. A Bíblia nos mostra que há também doenças de origem espiritual. A Palavra de Deus adverte: "Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos" (Tg 5.16). Davi pôs em prática isso e clamou ao Senhor: "[...] Tem piedade de mim; sara a minha alma, porque pequei contra ti" (Sl 41.4).

quinta-feira, 28 de março de 2013

Qual é a Nossa Motivação em Servir a Jesus?

                                      A VERDADEIRA MOTIVAÇÃO DO CRENTE
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1. O crente fiel dispensa a vaidade. Além de significar o que é "vão" ou "aparência ilusória", o termo vaidade, segundo o dicionário Houaiss, designa a ideia de "valorização que se atribui à própria aparência". É o desejo intenso de a pessoa ser reconhecida e admirada pelos outros. Isso é vaidade! E a motivação verdadeiramente cristã a dispensa. Quando lemos as Sagradas Escrituras percebemos que "o buscar a glória para si" é algo absolutamente rechaçado pela Palavra de Deus (Jo 3.30). A Palavra revela que o servo de Cristo não deve, em hipótese alguma, ser motivado por essa cobiça (Mc 9.30-37).
2. O crente fiel não deseja o primeiro lugar. Ao lançar mão de uma criança e apresentá-la entre os discípulos, ensinava o Senhor Jesus uma extraordinária lição: no coração do verdadeiro discípulo deve haver a mesma inocência e sinceridade de um infante (Mc 9.36). Entre os seguidores do Mestre não pode haver espaço para disputas, intrigas e contendas. No Reino de Deus, quem deseja ser o "primeiro" revela-se egoísta, mas quem procura servir ao próximo é chamado pelo Mestre para ser o primeiro (Mc 10.42-45). Aqui, se estabelece a diferença entre o vocacionado por Deus e o chamado pelo homem.  
3. O crente fiel não se porta soberbamente. O livro de Provérbios demonstra com abundantes exemplos e contundentes palavras do que o ser humano é capaz quando o seu coração é dominado pela soberba e pelo desejo desenfreado pela fama (Pv 6.16-19; 8.13). Ele "se apressa em fazer perversidade"; "usa de língua mentirosa"; "semeia contendas entre irmãos"; e, "com olhos altivos", assiste as consequên-cias dos seus atos sem pestanejar, arrepender-se ou sensibilizar-se. Isso, absolutamente, não é a verdadeira motivação do crente fiel! Pelo contrário, a motivação do discípulo do Meigo Nazareno está em servir ao Senhor com um coração íntegro e sincero diante de Deus e dos homens (Jo 13.34,35).


                                          NÃO FOMOS CHAMADOS PARA A FAMA

1. O que é fama. É o conceito (bom ou mau) formado por determinado grupo em relação a uma pessoa. Para que tal conceito seja formado em relação a si, é preciso tornar-se o centro das atenções. Lamentavelmente, a síndrome de "celebridade" chegou aos arraiais evangélicos. Porém, é preciso refletir: O ser humano, criado por Deus, foi feito para a fama? O homem, como o centro das atenções, é algo cristão? Uma classe de privilegiados e outra de meros coadjuvantes é projeto de Deus à sua Igreja? Desenvolver o poder de influência política e midiática, segundo as categorias desse mundo, é expandir o reino divino? Uma breve meditação em poucos textos bíblicos seria o bastante para verificarmos que a resposta a todas essas indagações é "não" (Jo 3.30; 5.30; 8.50; Rm 12.16; 2 Co 11.30).
2. O problema. O espaço na mídia oferece a ilusão de que podemos obter sucesso imediato em todas as coisas, gerando em muitos corações, até mesmo de crentes, uma aspiração narcisista pelo sucesso (2 Tm 3.1-5). Cuidado! Quando a fama sobe à cabeça, a graça de Deus desaparece do coração! Buscar desenfreadamente a fama é a maior tragédia na vida do crente. Este, logo perde a essência da alma e a sua verdadeira identidade cristã. Nessa perspectiva, o Evangelho declara: "Porque que aproveita ao homem granjear o mundo todo, perdendo-se ou prejudicando-se a si mesmo?" (Lc 9.25).

                                     O ANONIMATO NÃO É SINÔNIMO DE DERROTA

1. A verdadeira sabedoria. O livro de Eclesiastes relata a história de um pobre homem sábio que livrou a sua cidade das mãos de um rei opressor (Ec 9.13-18). No entanto, o povo logo o esqueceu. Ele, porém, não deu importância alguma para isso, pois o que mais queria era livrar, de uma vez por todas, a sua querida cidade das mãos do tirano. A fama e o desejo de ser reconhecido passavam longe do seu coração. Afinal, o que caracteriza a verdadeira sabedoria é o "temor do Senhor" (Pv 1.7).
2. A simplicidade. O maior exemplo de simplicidade e equilíbrio temos na vida de Jesus de Nazaré. A leitura bíblica em classe descreve-nos a sábia atitude de Jesus em não deixar-se seduzir pela fama e retirar-se na hora apropriada. O Nazareno sabia exatamente da sua missão a cumprir (Jo 5.30). Quando percebeu que a multidão desejava fazer dEle um referencial de fama, Cristo retirou-se para não comprometer a sua missão (Mc 1.45). O Mestre é o nosso maior exemplo de simplicidade e equilíbrio no trato com as multidões. Enquanto estas o procuravam, Ele se refugiava em lugares desérticos (Mt 14.13; Mc 1.45).  
3. O equilíbrio. No mundo contemporâneo, somos pressionados a sermos sempre os melhores em todas as coisas. O Evangelho, entretanto, oferece-nos a oportunidade de retirarmos de sobre nós esse fardo mundano (Mt 11.30). Você não precisa viver o estresse de ser quem não é! Você deve tornar-se o que o Senhor o chamou para ser. Não tente provar nada a ninguém. O Filho de Deus conhece-nos por dentro e por fora. Ele sabe as nossas intenções, pensamentos e desejos mais íntimos. Não se transforme num ser que você não é só para ganhar fama. A ilusão midiática não passa disso - é apenas uma ilusão! Nunca foi a vontade de Jesus que seus filhos se curvassem à fama, ao sucesso, à riqueza ou ao poder. Façamos o contrário, prostrando-nos aos pés de Cristo e fazendo do Calvário o nosso verdadeiro esteio. Se há alguma coisa em que devemos gloriar-nos, que seja na Cruz de Cristo (1 Co 2.2; Gl 6.14).

sábado, 23 de março de 2013

A Provável Causa de Muitos dos Nossos Problemas


Fico me perguntando se uma das explicações para alguns dos problemas que afligem as igrejas evangélicas – qualquer que seja a sua linha – não é o fato de que tem muita gente, nos bancos e nos púlpitos, que nunca nasceram de novo.

Eu não estou dizendo que pessoas que são genuinamente regeneradas pelo Espírito, que foram iluminadas salvadoramente por Deus e que foram perdoadas e aceitas por Deus, justificadas de seus pecados e adotadas na família de Deus, - sim, não estou dizendo que elas não sejam capazes de cometer pecados, e pecados graves. Há vários exemplos disto na própria Bíblia. Mas, como Davi, estas pessoas se arrependeram, choraram seus pecados, se penitenciaram e voltaram atrás – como Pedro após negar Jesus.

Mas, é que fica realmente difícil compreender como uma pessoa que foi iluminada pelo Espírito, conheceu a graça de Deus em Cristo, experimentou o perdão de pecados, teve acesso ao trono da graça mediante Jesus, seja capaz de espalhar mentiras, agredir irmãos, levantar calúnias, falsear a verdade, espalhar a cizânia, viver na prática da imoralidade, ser movida pelo ódio, pelo amor ao dinheiro e ao poder, sem jamais demonstrar um mínimo de remorso, de arrependimento ou tristeza pelos seus atos. E isto, anos a fio.

Teoricamente, é possível alguém ter uma capa de religiosidade e, por dentro, ser um lobo devorador. É possível alguém se passar por homem ou mulher de Deus e ainda assim não conhecer a Deus e nem a seu Filho Jesus Cristo. Estou me referindo a passagens da Bíblia como estas abaixo:
Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas. (Fil 3:18-19 ARA). 
Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles, porque esses tais não servem a Cristo, nosso Senhor, e sim a seu próprio ventre; e, com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos incautos. (Rom 16:17-18 ARA) 
Porque os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo. E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça; e o fim deles será conforme as suas obras. (2Co 11:13-15 ARA) 
Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade. (Mat 7:22-23 ARA). 
Quando o dono da casa se tiver levantado e fechado a porta, e vós, do lado de fora, começardes a bater, dizendo: Senhor, abre-nos a porta, ele vos responderá: Não sei donde sois. Então, direis: Comíamos e bebíamos na tua presença, e ensinavas em nossas ruas. Mas ele vos dirá: Não sei donde vós sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais iniqüidades. (Lucas 13:25-27 ARA) 
Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará. (1Co 13:1-3 ARA) 
Surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos. (Mat 24:24 ARA) 
Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos. (Mat 24:5 ARA) 
Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos, com ações de graça (1Ti 4:1-3 ARA).
Acho que as passagens acima são suficientes para mostrar a preocupação do Senhor Jesus e dos seus apóstolos para com a presença de pessoas que não eram realmente convertidas em meio ao povo de Deus.

Acredito que há pessoas que resolveram se tornar cristãs, mas não pelo motivo correto. Foram admitidas nas igrejas, o que é extremamente fácil em umas e relativamente mais difícil em outras. Mas, uma vez dentro, assumiram um papel religioso externo – um descrente pode orar em voz alta, usar linguagem evangélica, contribuir para a igreja, cantar e ouvir sermões. E por serem pessoas de talento, capacidade ou terem tido sucesso na vida secular, foram consagradas pelas igrejas como presbíteros, pastores, líderes – em algumas igrejas isto é muito fácil. Pode ser que alguns deles consigam manter o papel por muito tempo sem causar problemas, mas a natureza não regenerada cedo ou tarde vai se manifestar na forma de ódio, amor ao poder, dissimulação, falsos ensinos, perseguição, intolerância, autoritarismo e a busca da própria glória.

Fica muito difícil dizer que uma pessoa não é convertida por causa de atitudes erradas e pecados cometidos, pois admitimos que um verdadeiro crente pode errar. Mas, pensemos bem: não será que a razão pela qual algumas destas pessoas continuam anos a fio fazendo estas mesmas coisas sem arrependimento e mudança de vida, indo, na verdade, de mal a pior, sem quebrantamento e contrição sincera, não é resultado de uma natureza não regenerada?

Infelizmente, tenho a impressão de que temos mais gente não convertida nos bancos e nos púlpitos do que imaginamos.http://tempora-mores.blogspot.com.br/2013/03/a-provavel-causa-de-muitos-dos-nossos.html

sábado, 9 de março de 2013

2º trim-2013 CPAD “A Família Cristã no Século XXI: Protegendo seu Lar dos ataques do Inimigo.

A cada trimestre, um reforço espiritual para aqueles que desejam edificar suas vidas na Palavra de Deus. Neste 2º trimestre de 2013, estudaremos “A Família Cristã no Século XXI: Protegendo seu Lar dos ataques do Inimigo.

Comentário:Elinaldo Renovato de Lima.
Consultor Doutrinário e Teológico: Pr. Antonio Gilberto.

Sumário
1 - Família, Criação de Deus
2 - O Casamento Bíblico
3 - As Bases do Casamento Cristão
4 - A Família Sob Ataque
5 - Conflitos na Família
6 - A Infidelidade Conjugal
7 - O Divórcio
8 - A Educação Cristã, Responsabilidade dos Pais
9 - A Família e a Sexualidade
10 - A Necessidade e a Urgência do Culto Doméstico
11 - A Família e a Escola Dominical
12 - A Família e a Igreja
13 - Eu e minha Casa Serviremos ao Senhor

terça-feira, 20 de março de 2012

O Surgimento da Teologia da Prosperidade

 RAÍZES DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE

1. Gnosticismo: Ainda em seus primórdios, a igreja cristã teve que refutar uma doutrina que demonstrou ser nociva para a fé evangélica: o gnosticismo. Tratava-se de uma crença que se originou antes de Cristo, e está associada aos sírios, babilônicos, egípcios e gregos. Tal ensino afirmava que a matéria era má e o espírito bom.
Esse dualismo entre matéria e espírito (filosofia do antigo platonismo) levou seus adeptos a negar a realidade da matéria. Já que a matéria não era real, o sofrimento também não passava de ilusão. A influência desse pensamento sobre a Igreja Primitiva pode ser percebida na crença que negava a natureza humana de Cristo. Em outras palavras, Cristo sendo bom não poderia habitar em um corpo físico que era mau. Essa forma de crer levou o apóstolo João a combatê-los veementemente (1 Jo 2.23; 4.2,3;15).
Foi a partir das crenças gnósticas que surgiram os modismos e heresias que viriam ameaçar a pureza da doutrina cristã. Entre estas ameaças está a Teologia da Prosperidade.
2. Crenças Perigosas: Tais pensamentos não ficaram restritos ao passado, pois a humanidade adora especulações (Ec 7.29). Para se entender o surgimento da Teologia da Prosperidade, é preciso conhecer um pouco da história de Phineas Parkhurst Quimby (1802-1866), criador do chamado "Novo Pensamento". Quimby estudou espiritismo, ocultismo, parapsicologia e hipnose e, além de panteísta e universalista, acreditava também que o homem tem parte na divindade. Por isso, defendia que o pecado e a doença existem apenas na mente. Mary Baker Eddy (1821-1910), fundadora da "Ciência Cristã", tornou-se discípula de Quimby após ser, supostamente, curada por ele.
3. Confissão Positiva: A crença que diz ser possível ao cristão viver em total saúde e prosperidade financeira é resultado da junção dessas ideias. A ponte entre as crenças do Novo Pensamento, Ciência Cristã e a fé propriamente dita, foi feita por E. W. Kenyon e posteriormente por Kenneth E. Hagin.
Kenyon foi um cristão devoto, mas contaminou-se com os ensinos da Ciência Cristã. Já Kenneth E. Hagin foi influenciado por Kenyon e deste obteve a maioria dos seus ensinamentos. Hagin fundou seu ministério passando a divulgar a Teologia da Prosperidade ou Confissão Positiva. Ao pregar que os cristãos não podem sofrer ou ficar doentes e que devem tornar-se ricos à custa de sua fé, esse ensino tem produzido uma geração de crentes interesseiros e materialistas.
Deus "tornou-se" refém de leis espirituais que Ele supostamente teria criado. O segredo é descobrir como usar tais leis e assim conseguir o que quiser. Uma das mais utilizadas é a do determinismo. Fórmula essa que tem a força de mandar até mesmo em Deus! Uma vez que essas distorções passaram a ser reproduzidas em todo o mundo, não tardaram a chegar aqui através dos que andam à procura de novidades, desprezando a suficiência das Escrituras (Sl 119.14,72; Mt 4.4; Jo 17.17).

PRINCIPAIS ENSINAMENTOS DA "TEOLOGIA DA PROSPERIDADE"

1. Divinização do Homem: A partir de uma interpretação equivocada de Salmos 82.6, os teólogos da prosperidade criaram a doutrina dos "pequenos deuses". Kenneth Kopeland, pregador da Teologia da Prosperidade, afirmou certa feita: "Cachorros geram cachorros, gatos geram gatos e Deus gera deuses". A intenção dessa doutrina é ensinar a "teologia do domínio". Sendo deus, o crente agora pode tudo. A Bíblia, porém diz que o homem é estruturalmente pó (Gn 2.7; 3.19).
2. Demonização da Salvação: Esse ensino chega ao extremo de afirmar que, ao morrer na cruz, Cristo teria assumido a natureza de Satanás e que o Filho de Deus teve de nascer de novo no inferno a fim de conquistar a salvação. Assim, os proponentes da Teologia da Prosperidade colocam o Diabo como coautor da salvação. Pois esta não aconteceu na cruz quando Cristo bradou "Está consumado!", mas somente quando Ele voltou do inferno onde teria derrotado Satanás em seu próprio terreno. Hagin disse que o grito de Jesus referia-se ao fim da Antiga Aliança e não ao cumprimento do processo da salvação. A Bíblia, porém, diz que a salvação foi conquistada na cruz e que o maligno não tem parte com o Senhor (Mt 27.51; Jo 14.30).
3. Negação do Sofrimento: Os crentes não precisam mais sofrer. Todo sofrimento já foi levado na cruz do Calvário e o Diabo deve ser responsabilizado por toda e qualquer situação de desconforto entre os crentes. Aqui há uma clara influência da Ciência Cristã que também não admite o sofrimento. A Bíblia diz que o cristão não deve temer o sofrimento e tampouco negá-lo (Cl 1.24; Tg 5.10)

CONSEQUÊNCIAS DA "TEOLOGIA DA PROSPERIDADE"



1. Profissionalismo Ministerial e Espiritualidade Mercantil: A primeira consequência danosa que a Teologia da Prosperidade causa pode ser vista nos púlpitos. O ministério que anteriormente era vocacional tornou-se, em alguns círculos, algo meramente profissional. Os pastores passaram a ser vistos como executivos bem-sucedidos! O pastor agora é visto como um profissional liberal e não como um ministro de Deus. Segundo a Teologia da Prosperidade, ele não mais pastoreia (1 Pe 5.2), mas gerencia sua igreja. A igreja passa a ter a mesma dinâmica administrativa de uma grande empresa. A fé tornou-se um bem de consumo e os adoradores foram alçados a consumidores. Já existem denominações que contratam institutos de pesquisas para verificar se abrir uma igreja em determinado bairro é viável. Pode ser que não seja lucrativo (1 Tm 6.5)!
2. Narcisismo e Hedonismo: O narcisista é aquele que só pensa em si e nunca nos outros (Fp 2.4). A Teologia da Prosperidade tem gerado milhares de crentes narcisistas. Estão morrendo e matando uns aos outros. Já o hedonista é aquele que vive em função dos prazeres. 
3. Modismos e Perda de Ideais: De vez em quando aparece uma nova onda no meio dos crentes. São modismos teológicos para todos os gostos. Antes era o cair no espírito, a unção do riso, etc. Atualmente a lista está bem maior. Outra consequência terrível da Teologia da Prosperidade é a perda dos ideais cristãos. Ao criar essa mentalidade de mercado e transformar os crentes em consumidores, a Teologia da Prosperidade acabou esvaziando os ideais do Reino de Deus. Para que buscar o perfeito estado eterno se é possível possuir tudo agora? A escatologia bíblica é trocada por uma teologia puramente utilitarista (Mt 6.33; Cl 3.2).


                                                          LBM 2012 Adalberto L. Fernandes.