sexta-feira, 31 de maio de 2013

Avivamentos Biblicos: Monte Carmelo e Pentecostes.

No Antigo Testamento nós temos a história do profeta Elias enfrentando a nação de Israel, seu rei Acabe e o seu deus falso, Baal, no Monte Carmelo. Esse evento é exemplo de um forte avivamento que, num só dia, levou uma nação desviada a voltar para Deus.
Acabe convocou então todo o Israel e reuniu os profetas no monte Carmelo. Elias dirigiu-se ao povo e disse: "Até quando vocês vão oscilar para um lado e para o outro? Se o SENHOR é Deus, sigam-no; mas, se Baal é Deus, sigam-no".
O povo, porém, nada respondeu.
Disse então Elias: "Eu sou o único que restou dos profetas dos SENHOR, mas Baal tem quatrocentros e cinqüenta profetas. Tragam dois novilhos. Escolham eles um, cortem-no em pedaços e o ponham sobre a lenha, mas não acendam fogo. Eu prepararei o outro novilho e o colocarei sobre a lenha, e também não acenderei fogo nela. Então vocês invocarão o nome de seu deus, e eu invocarei o nome do SENHOR. O deus que responder por meio do fogo, esse é Deus".
Então todo o povo disse: "O que você disse é bom".
Elias disse aos profetas de Baal: "Escolham um dos novilhos e preparem-no primeiro, visto que vocês são tantos. Clamem pelo nome do seu deus, mas não acendam o fogo." Então pegaram o novilho que lhes foi dado e prepararam. E clamaram pelo nome de Baal desde a manhã até o meio-dia. "O Baal, responde-nos", gritavam. E dançavam em volta do altar que haviam feito. Mas não houve nenhuma resposta: ninguém respondeu.
Ao meio-dia Elias começou a zombar deles. "Gritem mais alto!" dizia, "já que ele é um deus. Quem sabe está meditando, ou ocupado, ou viajando. Talvez esteja dormindo e precise ser despertado".
Então passaram a gritar ainda mais alto e ferir-se com espadas e lanças, de acordo com o costume deles, até sangrarem. Passou o meio-dia, e eles continuavam profetizando e em transe até a hora do sacrifício da tarde. Mas não houve resposta alguma; ninguém respondeu, ninguém deu atenção.
Então Elias disse a todo o povo: "Aproximem-se de mim". O povo aproximou-se, e Elias preparou o altar do SENHOR que estava em ruínas. Depois apanhou doze pedras, uma para cada tribo dos descendentes de Jacó, a quem a palavra do SENHOR tinha sido dirigida, dizendo-lhe: "Seu nome será Israel". Com as pedras construiu um altar em honra ao nome do SENHOR e cavou ao redor do altar uma valeta no qual poderiam ser semeadas duas medidas de sementes. Depois arrumou a lenha, cortou o novilho em pedaços e o pôs sobre a lenha.
Então lhes disse: "Encham de água quatro jarras grandes e derramem-na sobre o holocausto e sobre a lenha".
"Façam-no novamente", disse, e eles o fizeram de novo.
"Façam-no pela terceira vez", ordenou, eles o fizeram pela terceira vez. A água escorria do altar, chegando a encher a valeta.
À hora do sacrifício, o profeta Elias colocou-se à frente do altar e orou: "Ó SENHOR, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, que hoje fique conhecido que tu és Deus em Israel e que sou o teu servo e que fiz todas estas coisas por ordem tua. Responde-me, ó SENHOR, responde-me, para que este povo saiba que tu, ó SENHOR, és Deus, e que fazes o coração deles voltar para ti".
Então o fogo do SENHOR caiu e queimou completamente o holocausto, a lenha, as pedras e o chão, a também secou totalmente a água na valeta.
Quando o povo viu isso, todos caíram prostrados e gritaram: "O SENHOR é Deus! O SENHOR é Deus!"
- 1 Reis 18:20 – 39
O Dia de Pentecoste é um exemplo de avivamento alcançando uma cidade no Novo Testamento. Além de ser um evento escatalógico1, a primeira vez nas escrituras que a frase "os últimos dias" foi utilizada no sentido do presente, quando Pedro explicou que "isto é o que foi predito pelo profeta Joel: nos últimos dias, diz Deus, derramarei do meu Espírito"2, os acontecimentos deste dia também marcaram um grande avivamento que abalou a cidade de Jerusalém.
Então eles voltaram para Jerusalém, vindo do monte chamado das Oliveiras, que fica perto da cidade, cerca de um quilômetro. Quando chegaram, subiram ao aposento onde estavam hospedados. Achavam-se presentes Pedro, João, Tiago e André; Filipe, Tomé, Bartolomeu e Mateus; Tiago, filho de Alfeu, Simão, o zelote, e Judas, filho de Tiago. Todos eles se reuniam sempre em oração, com as mulheres, inclusive Maria, a mãe de Jesus, e com os irmãos dele...
Chegando o dia de Pentecoste3, estavam todos reunidos num só lugar. De repente veio do céu um som, como de um vento muito forte, e encheu toda a casa na qual estavam assentados. E viram o que parecia línguas de fogo, que se separaram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito os capicitava.
Havia em Jerusalém judeus, tementes a Deus, vindos de todas as nações do mundo. Ouvindo-se o som, ajuntou-se uma multidão que ficou perplexa, pois cada um os ouvia falar em sua própria língua. Atônitos e maravilhados, eles perguntavam: "Acaso não são galileus todos estes homens que estão falando? Então, como os ouvimos, cada um de nós, em nossa própria língua materna? Partos, medos e elamitas; habitantes da Mesopatâmia, Judéia e Capadôcia, do Ponto e da província de Ásia, Frígia e Panfília, Egito e das partes da Líbia próximas a Cirene; visitantes vindos de Roma, tanto judeus como convertidos ao judaísmo; cretenses e árabes. Nós os ouvimos declarar as maravilhas de Deus em nossa própria língua!" Atônitos e perplexos, todos perguntavam uns aos outros: "Que significa isto?"
Alguns, todavia, zombavam deles e diziam: "Eles beberam vinho demais".
Então Pedro levantou-se com os Onze e, em alta voz, dirigiu-se à multidão: "Homens da Judéia e todos os que vivem em Jerusalém, deixem-me explicar-lhes isto! Ouçam com atenção; estes homens não estão bêbados, como vocês supôem. Ainda são nove horas de manhã! Ao contrário, isto é o que foi predito pelo profeta Joel: “Nos últimos dias, diz Deus, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os jovens terão visões, os velhos terão sonhos. Sobre os meus servos e as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e eles profetizarão..."
"Portanto, que todo o Israel fique certo disto: Este Jesus, a quem vocês crucificaram, Deus o fez Senhor e Cristo".
Quando ouviram isso, ficaram aflitos em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos outros apóstolos: "Irmãos, que faremos?"
Pedro respondeu: "Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos seus pecados, e receberão o dom do Espírito Santo. Pois a promessa é para vocês, para os seus filhos e para todos os que estão longe, para todos quantos o Senhor, o nosso Deus, chamar".
Com muitas outras palavras os advertia e insistia com eles: "Salvem-se desta geração corrompida!" Os que aceitaram a mensagem foram batizados, e naquele dia houve um acréscimo de cerca de três mil pessoas.
- Atos 1:12–14, 2:1-18, 36-41
O avivamento que começou no dia de Pentecoste continuou e teve um impacto em toda a cidade de Jerusálem.
Vamos resumir algumas similaridades entre estes dois avivamentos:
  • Elias era um homem de oração (1 Reis 18: 36, 42; Tiago 5:17); a igreja primitiva era um povo de oração (Atos 1:14).
  • Elias obedeceu a palavra do SENHOR de enfrentar Acabe (1 Reis 18:1-2), a igreja primitiva obedeceu a palavra do Senhor Jesus de esperar em Jerusalém (Atos 1:4).
  • Elias não teve um "plano B", para ele era "ou confiar em Deus ou morrer" (1 Reis 18:4). A igreja primitiva não tinha outra alternativa a não ser receber a "promessa do Pai" (Atos 1:13-14, 2:1).
  • No Monte Carmelo, o poder de Deus manifestou-se numa forma sobre-natural que convenceu a multidão da realidade de Sua existência e poder (1 Reis 18:38-39). No dia de Pentecoste, as manifestações sobrenaturais do Espírito de Deus chamaram a atenção da multidão (Atos 2:6, 12).
  • Elias pregou uma mensagem de arrependimento ao povo (1 Reis 18:21), bem como o apóstolo Pedro (Atos 2:38).
  • Houve mudança imediata e radical no clima espiritual da nação de Israel (1 Reis 18:39) e da cidade de Jerusalém (Atos 2:47).
  • O avivamento do Monte Carmelo acabou com a seca sobre a nação de Israel que foi um julgamento de Deus (1 Reis 17:1, 18:45). Eu acho provável que o avivamento do dia de Pentecoste adiou por quarenta anos, uma geração, a destruição da cidade de Jerusalém profetizada pelo Senhor Jesus (Mateus 23:37-38, 24:1-2, Lucas 23:28-30), que aconteceu em AD 70.
Eu creio que o verdadeiro avivamento terá todas estas características: a oração, a obediência, o compromisso, manifestações sobrenaturais, o arrependimento, uma mudança nítida no clima espiritual da área do avivamento, e, como consequência do avivamento, o adiamento ou cancelamento dos juizos de Deus sobre a nação, região ou povo.  
Pr Paul David Cull
www.avivamentoja.com

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